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O Doidera

  o doidera      |      uma história      |      um conselho      |      o site      |      fale comigo

ImageJá fui o tipo de pessoa que passou finais de semana de um ano inteiro em frente ao computador. Já gastei meu tempo assistindo programas inúteis. Já gastei meu tempo com coisas que não me lembro mais. E hoje eu entendo porque não me lembro. Foram momentos que não fizeram a diferença em minha vida.

Coisas simples da vida, essas sim já fizeram a diferença. E se existe uma coisa que eu não canso de repetir é o contato com a natureza, deitar na grama, ver as estrelas, sentar na areia, ouvir o som do mar, assistir o pôr do sol, fazer um acampamento selvagem, luau com fogueira, tomar banho de chuva, sentir o cheiro da terra molhada, fazer expedições, mochilão... dessas coisas não há como cansar.

Lembro-me que certa vez sentei na beira da praia, já no entardecer, e fiquei ali com um grande amigo admirando todo aquele espetáculo. Um cenário cinematográfico que talvez eu nunca mais veja na minha vida. Atrás de mim, coqueiros pintados de preto com o sol se pondo ao fundo, manchando o céu azul com tons alaranjados. Era um show de cores. Olhando para cima, já era possível ver algumas estrelas pintando o céu com pontinhos brancos e brilhantes. Do outro lado, no horizonte do oceano, já avistava-se uma bela lua cheia que viria iluminar toda aquela noite. Passamos pelo menos duas horas sentados naquele lugar, ao som do mar, sem sequer dizermos uma palavra ao outro. Era impossível falar alguma coisa diante de tal espetáculo. Levantamos e fomos embora, caminhando pela praia, cada um sem dizer nada, mas com a certeza de que foi uma das melhores conversas que já tivemos.

As coisas simples da vida, essas sim fazem toda a diferença.

ImageCerta vez, numa viagem pela América do Sul, me perguntaram porque eu tinha cancelado uma passagem de avião para ir de ônibus e trem. A viagem seria mais demorada, cansativa e até mais cara por estes meios terrestre. Minha resposta? Eu quero conhecer o mundo e não passar por cima dele. O avião é um excelente meio de transporte, mas ele te leva somente a um destino. É por terra que você conhece os lugares, as pessoas e a cultura dos povos. Perder isso, pra mim, é perder uma das partes mais interessantes e importantes da viagem: a de conhecer o mundo como ele realmente é.

Hoje jamais trocaria qualquer coisa de valor material por uma viagem. Hoje sou do tipo de pessoa que aconselharia você a viajar, seja para qualquer lugar do mundo que você ainda não tenha ido. Sou o tipo de pessoa que dá valor às coisas novas. A agência publicitária Overcom criou certa vez uma propaganda para a STB com a seguinte frase: "Você sempre volta diferente de uma viagem". E é com esse intuito de estar abrindo os horizontes que eu sempre viajo e aconselho as pessoas a fazerem o mesmo.

Sou amante do montanhismo, da fotografia, da cultura de povos diferentes e procuro unir essas paixões em minhas viagens.

Deixo aqui, para reflexão, um pensamento do Amyr Klink:
"Um homem precisa viajar. Por sua conta, não por meio de histórias, imagens, livros ou TV. Precisa viajar por si, com seus olhos e pés, para entender o que é seu. Para um dia plantar as suas árvores e dar-lhes valor. Conhecer o frio para desfrutar o calor. E o oposto. Sentir a distância e o desabrigo para estar bem sob o próprio teto. Um homem precisa viajar para lugares que não conhece para quebrar essa arrogância que nos faz ver o mundo como o imaginamos, e não simplesmente como é ou pode ser; que nos faz professores e doutores do que não vimos, quando deveríamos ser alunos, e simplesmente ir ver."

No doidera.com você encontrará um pouco da minha paixão e da minha filosofia de vida.


Bons ventos!
Renato Doidera